Vigem feita em setembro de 2019.
Seg
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Ter
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Qua
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Qui
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Sex
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Sab
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Do
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19
Addis Ababa
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20
Jerusalém
Amã
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21
Amã
Petra
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22
Petra
Wadi Rum
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23
Wadi Rum
Aqba
Amã
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24
Amã
Gerasa
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25
Amã
Jerusalém
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26
Jerusalém
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27
Jerusalém
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28
Belém |
29
Jerusalém
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30
Jerusalém
Mar morto
Masada
Tiberíades
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31
Tiberíades
Mar da Galiléia
Jericó
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01
Jericó
Batismo
Nazaré
Haifa
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02
Haifa |
03
Haifa
Cesareira
Tel Aviv
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04
Tel Aviv
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05
Tel Aviv
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06
Tel Aviv
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07
Addis Ababa
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08
Addis Ababa
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Esta viagem foi muito mais uma viagem de oportunidade do que de desejo mesmo, conhecer estes lugares até estavam nos meus planos, mas não eram prioridades, até que surgiu uma super promoção da Ethiopian que não tinha como perder e lá fomos nos nos aventurar por terras desconhecidas para nós.
Por estarmos na companhia aérea ethiopian tínhamos parada nesta cidade tanto na ida como na volta, e o stop over daqui é com transfer, hotel e alimentação, e tanto na ida quanto na volta ficamos no Bier Garden, um hotel que tem uma cervejaria dentro, na ida saímos só para dar uma voltinha nos arredores do hotel, na volta como tínhamos 1 dia inteiro aproveitamos para conhecer o museu nacional, o museu etnológico e o red terror. Ainda passamos em uma tradicional cafeteria a ToMoCa Coffee e como era dia do orgulho nacional estavam servindo café grátis. O museu nacional conta a história de Lucy e de toda a evolução humana, tudo muito interessante. Tudo corria muito bem até que o Guto teve o telefone furtado do bolso, para nossa sorte temos backup de tudo, menos desse dia porque estávamos sem wifi, ainda bem que foi só o telefone e que era nosso último dia de viagem.
Chegando em Israel deixamos para conhecer tudo na volta, fomos primeiro em direção a Jordânia para conhecer lá primeiro. Como chegamos a noite dormimos em TelAviv, de manhã seguimos para Jerusalém, de lá, pela manhã, saem ônibus para a fronteira, mas adivinhe, a tarde não, então pegamos um transporte um pouco mais caro que no levou até ela, fizemos procedimentos de saída do país, pegamos um ônibus (que cobra por passageiro e por bagagem, mesmo que leve no seu colo), atravessamos a zona neutra, chegamos na Jordânia, fizemos procedimentos de entrada, e aqui vai uma dica, compre o Jordan Pass, assim você fica isento da taxa de entrada da Jordânia e já garante ingressos para algumas atrações; saindo da fronteira alugamos um carro que ficaria conosco por todo o tempo em que estivemos na Jordânia.
Nossa primeira parada depois da fronteira foi na cidade de Amã, ficamos em um hostel bem aconchegante, ainda bem novo e arrumadinho e com uma galera super bacana, Amã hostel, demos uma caminhada a noite e comemos algo.
Na manhã seguinte fomos visitar Petra, compramos o ingresso para 2 dias, que acho que foi suficiente, e também compramos para o show de luzes noturno, eu recomendo, então se quiser ir tem que se programar para estar lá nos dias que o show acontece.
Em Petra ficamos na casa de uma pessoa que encontramos pelo site do AirBnB em um vilarejo bem próximo e tivemos uma enorme surpresa ao ir no mercado e descobrir que o dono da venda falava português, aliás não é tão difícil quanto parece encontrar quem falasse português, espanhol ou italiano.

De Petra seguimos para Wadi Rum, o deserto de areia vermelha deles, lá você deixa o carro no vilarejo e segue em 4x4 até o lugar que vai ficar hospedado (tenda), eles tem vários acampamentos beduínos no deserto, ficamos em um que acho que era relativamente novo e estava bem em conta, chegando vimos o por do sol, jantamos e ficamos perto da fogueira vendo estrelas, acho que foi uma das melhores noites da minha vida, nunca dormi com tanto silêncio e de manhã a gente acorda e nem passarinho canta, parece que estamos no meio do nada, e estamos mesmo. Depois do café eles nos levaram de volta até o carro e seguimos viagem. Se for ficar mais tempo tem uns passeios para fazer no deserto, mas este não era nosso foco.
Pegamos o carro e descemos para Aqba, eu já estava achando a Jordânia um país super tranquilo em relação as roupas femininas, tinha visto um monte de turistas de short e regata, então resolvi que poderia usar saia (no joelho) e regata também, atrai muitos olhares de cobiça e ódio numa praia onde todas as mulheres estavam de burca e depois na noite em Amã também, apesar de ser uma cidade com uma enorme diversidade cultural não recomendo sair muito descoberta não, eu arrisquei um pouco porque estava com o marido do lado, mas se tivesse viajando sozinha teria mais cuidado ao escolher a roupa, infelizmente ainda vivemos em um mundo não muito generoso com as mulheres e quanto menos problemas puder atrair em países de cultura diferente da sua melhor.
De volta a Amã fomos visitar a cidade de Gerasa que conta com um enorme complexo de ruínas, para quem gosta de história é imperdível, em Amã também tem um complexo de ruínas que explica bastante sobre a cidade.
Saímos de Amã, devolvemos o carro na fronteira, fizemos os procedimentos de saída (eles pedem de novo o Jordan Pass), esperamos uma eternidade pelo ônibus, chegamos em Israel, fizemos os procedimentos de entrada, esperamos o ônibus que nos levaria até Jerusalém e finalmente chegamos em nosso hostel em Jerusalém.
Uma pausa para dicas: dias em que tem que fazer procedimentos de atravessar fronteira podem ser muito cansativos e demorados, então não programe nada de passeios para estes dias.
As passagens dessa viagem foram muito em conta, mas as hospedagens quase nos custaram um rim, então quase sempre a gente ficava em hostel o mais em conta que a gente encontrava.
Espero que goste de shawarma, ou tenha mais dinheiro que nós para variar seu cardápio, eu amo shawarma, mas o Guto ficou traumatizado.
Leve algum dinheiro em moeda local se possível, pelo menos até chegar em uma casa de câmbio, dependendo do horário que se chega nos locais o câmbio está fechado e vai ser necessário pagar algum transporte, alguma alimentação e outras coisinhas pequenas.
Por esta região, nos mercados não tem preço de nada, os preços são calculados de acordo com a cara do freguês e obvio que freguês estrangeiro tem acréscimo no valor.
Vai se acostumando a ser mal tratado, o atendimento é péssimo, principalmente para os lados de Israel, na Jordânia o atendimento é um pouco melhor.
Em muitos lugares você só vai encontrar nomes em alfabeto hebraico ou árabe.
Quando se encontra bebidas alcóolicas elas são extremamente caras, principalmente nos bares, e nos mercados só se pode vender até as 10 da noite.
Existem muito lixo espalhado na rua, fiquei impressionada em como algumas ruas e estradas são sujas.
Chegando em Jerusalém nos concentramos em conhecer a cidade antiga, cercada por muros, subimos a via dolorosa uma dezena de vezes, caminhamos por cima e por baixo dos muros, fizemos visita guiada aos túneis.
Fora dos muros conhecemos o monte da Oliveiras onde é bom para ver o pôr do Sol e tiramos um dia para visitar Belém, na volta passamos por seguranças que vigiam tudo, bem tenso viver neste lugar, mas como todo povo eles aprendem a conviver com a diversidade e até fazer humor com a própria desgraça, tinham uns imãs de geladeira que satirizavam toda essa tensão vivida e o muro que divide a cidade também é usado como forma de protesto.
De Jerusalém novamente alugamos um carro, primeiro fomos para o Sul visitar o Mar Morto que estava com a água muito boa para fazer uma sopa, quentinha do jeito que gosto, no caminho passamos por umas ruínas em Masada e aquele foi o lugar mais quente que já pisei até hoje, foi a primeira vezes na vida que senti o calor me amolecer.
A noite paramos para dormir em Jericó, o único hotel que encontramos quando chegamos só tinham homens reunidos na sala que automaticamente olharam todos para nós, algo me dizia que estava acontecendo alguma reunião secreta e aquela era a máfia do lugar, enfim, como estávamos sozinhos no quarto colocamos as camas na frente da porta e dormimos assim morrendo de medo. Nossa senhora protetora dos viajantes sempre me guarda nesses momentos.
De manha formos visitar o rio Jordão onde aconteceu o batismo de Jesus, lá o Guto deixou cair a chave do carro que umas ripas de madeira e foi ajudado pela mulher do exército, eu não vi nada, achei que ele estava demorando porque estava no banheiro.
De lá seguimos para o norte visitando Nazaré, Tiberíades e Haifa, em Tiberíades não conseguimos encontrar nosso AirBnB e tivemos que procurar outro lugar para ficar, essa noite tivemos trabalho também mas no final deu tudo certo, em Tiberíades comemos um peixe tradicional e visitamos o mar da Galiléia, onde Jesus teria andado pelas águas, voltando ainda passamos por uma cidade chamada Acre, mostrando mais uma vez que o Acre existe.
Finalmente voltamos para TelAviv, onde conhecemos a cidade, comemos muito shawarma e hommus, curtimos uma praia um pouco mais liberal do que na Jordânia e voltamos sendo interrogados pelo agente do aeroporto de o que fomos fazer na Jordânia, se a gente que tinha arrumado as malas, se as malas ficaram o tempo todo conosco e essas coisas que depois de vários dias por lá a gente já estava habituado.