sexta-feira, 22 de maio de 2015

Bixiga - São Paulo

Praça Roosevelt
O terreno pertencia a Dona Veridiana Prado e foi loteado por volta de 1887, logo na sequencia se instalou o Velódromo de SP no terreno (primeiro estadio de SP) que se tornou um estadio de futebol em 1901. Em 1914 foi despropriado para abertura da rua Nestor Pestana e no restante do terreno iniciou-se a construção da Igreja da Consolação.
Já passou por períodos de glamour e degradação ao longo de sua trajetória, atualmente é ponto de encontro de esqueitistas e patinadores, por conta da estrutura de sua construção. Ao redor funcionam diversos teatros, a Igreja da Consolação permanece.

Largo do Bixiga
O Largo do Bexiga, junto com Largo do Piques, foi o ponto inicial do bairro e praticamente ambos formavam o antigo bairro do Bexiga.
O Largo do Piques era o ponto de convergência de tropas de mulas, enquanto que, do outro lado do vale do Anhangabaú, o Largo do Bexiga era o ponto de convergência de carros de boi vindos de Santo Amaro carregados de madeira e pedra para construção. E era também nesse mesmo local, onde se erguia um vasto rancho, que servia de pousada aos que vinham das bandas de Sorocaba a fim de vender seus animais, expostos no Largo do Piques, onde se realizava uma espécie de feira livre.
Sabe-se que o antigo bairro do Bexiga passou a ser assim denominado em 1792 ou um pouco antes.
Em 1865, algumas alterações foram feitas nas denominações de largos e ruas de São Paulo. E o Largo do Bexiga recebeu um novo nome: Largo do Riachuelo, em homenagem à batalha do mesmo nome.

Casa de Dona Yayá
A escritura de 1888 refere-se à construção como "Chalet de habitação", de quatro cômodos, possivelmente construido em 1870, antes do Bixiga ser loteado, dentro de um terreno de 146 metros de comprimento à Rua Valinhos (hoje Rua Major Diogo,353). Ainda no mesmo terreno existiam cocheira e casa para empregados.
Em 1920 os irmão herdeiros da casa decidem aluga-la para Sebastiana de Mello Freire, milionária de 33 anos conhecida como D. Yayá. Ela já era considerada insana, portanto os médicos aconselharam algumas reformas para abrigar a inquilina e as pessoas que cuidariam dela. Caberia a D. Yayá dois quartos, sala de banho e banheiro privativos.
Em 1923 o imóvel foi vendido para Noemia Junqueira Neto que desmembrou a propriedade em cinco partes, vendendo em 1925 a porção de 2500 m2 para sua inquilina Dona Yayá, a herdeira interditada e última proprietária da casa. A casa sofreu outras tantas reformas, sendo a maior delas em 1952, quando foi construído o terraço fechado como um jardim de inverno.
Em 1968 foi doada para a Universidade de São Paulo.

Dona Yayá
Dona Sebastiana de Mello Freire, conhecida por Dona Yayá, habitou a casa por 40 anos, de 1921 até a sua morte em 1961.
Moradores antigos do bairro alegavam que o casarão era mal assombrado: ouvia-se por toda a redondeza gritos que possivelmente viriam do fantasma de D. Yayá, toda de branco a embalar um bebê! Na verdade, a casa durante 40 anos foi um hospício privado para sua rica moradora, considerada alienada numa época de parcos conhecimentos psiquiátricos e extremamente preconceituosa em relação às mulheres que ousavam. Considerada independente e avançada, Yayá quando jovem era uma descontraida e alegre protetora dos artistas.
Após sua morte em 1961, a casa passa a ser propriedade do estado de São Paulo pois Yayá não tinha herdeiros. Em 1968 a casa é repassada para a Universidade São Paulo que se encarrega do projeto de restauração, com a finalidade de transformá-la em um Centro Cultural. Não podemos deixar de sentir a amargura e tristeza que permanece na casa até hoje com o testemunho de várias árvores frutíferas ao seu redor.

Sinagoga Beth El (fechada)
Previsão de abertura em 2014 como museu judaico. Não consegui encontrar mais nenhuma informação, as últimas notícias da obra são de 2013.

Famiglia Mancini
O restaurante Famiglia Mancini nasceu em 10 de maio de 1980. A inspiração veio das tradicionais cantinas do Brás, com direito a comida da “mamma”, preparada pela própria, Dona Marianina, mãe de Walter Mancini.
Responsável por inovações adotadas em outros restaurantes brasileiros: A primeira inovação foi manter a porta do restaurante aberta. Antigamente, era comum deixar as portas das casas abertas, a vizinhança era pequena e todos eram convidados a entrar. Outra inovação foi expor os antepastos à vista na entrada do restaurante, inspirado no Mercado Municipal, a vantagem é que o cliente podia escolher, pegar e comer sem restrição, daí surgiu a ideia de colocar uma balança para os clientes pesarem a porção e saberem antes quanto iam pagar, dando origem à comida por quilo.

Mazzaropi
Observando os filmes de Mazzaropi é possível reconhecer várias locações da rua Santo Antonio e na esquina da treze de maio.

Igreja da Achiropita

História da Nossa Senhora Achiropita:
No ano de 580, um certo capitão Maurício enfrentou uma grande tempestade no mar. Gritava por socorro a Nossa Senhora e prometeu que, se fosse salvo com sua tripulação, construiria um grande santuário em sua homenagem. Desviado pelos ventos, por milagre, conseguiu salvar-se, e numa aldeia encontrou um monge que lhe disse: “Não foram os ventos que te trouxeram para este lugar. Foi Maria, para que lhe construas um santuário, quando fores eleito imperador”. A profecia cumpriu-se e o santuário foi construído em Rossano Calábro.
Um Grande artista iniciou a pintura da imagem de Maria. Ocorria, no entanto, que tudo o que pintava durante o dia desaparecia durante a noite. Foi assim colocando um vigilante para impedir a entrada de possíveis intrusos, que estavam “fazendo a brincadeira”. Numa certa noite, um formosa mulher, com uma criança no colo, pediu para entrar e rezar. Após insistir, obteve a permissão. Que mal poderia fazer aquela gentil senhora?
Passaram longos minutos e a mulher nunca saía da igreja. E eis que quando o vigilante entrou na igreja, viu a imagem da mulher e do menino estampada no lugar da pintura. Assim, Maria Achiropita: a – kirós – pita (não pintada por mãos humanas). O vigilante saiu gritando pelas ruas: Nossa Senhora Achiropita! Nossa Senhora Achiropita !

Festa Nossa Senhora Achiropita
A festa começou em 1926, com o objetivo de arrecadar fundos para a construção da Igreja de Nossa Senhora Achiropita na Bela Vista.
Toda a renda é revertida para obras sociais da paróquia. Segundo a organização, são consumidas onze toneladas de macarrão, cinco toneladas de mozarela e dez mil litros de vinho, entres outros produtos, para um público estimado em duzentas mil pessoas nos cinco fins de semana da festa.
Rifa da festa: Por muitos anos o primeiro premio da rifa era um queijo de aproximadamente 100kg e o segundo um carro. Hoje em dia inverteram a ordem, mas o queijo continua sendo um dos prêmios da rifa.

Italianinha
Fundada em 1896, a hoje Italianinha se chamava Lucânia em homenagem a região de Lucca na Itália, na época a Padaria se estendia até a metade da rua; porém, com o desenvolvimento urbano, na década de 60 a Rua Rui Barbosa foi alargada e uma parte da Padaria desapropriada. Neste momento houve a mudança do nome que se tornou adequado ao tamanho.
Na Italianinha a preocupação em manter-se fiel às raízes italianas é constante, o forno é o mesmo desde sua fundação e os pães são elaborados de forma artesanal, com fermentação natural, respeitando a receita trazida da Itália há mais de cem anos.

Cantina Concheta
Era frequentada pelos amigos Walter Taverna, Adoniran Barbosa e Ernesto. O dono da Concheta é o Sr. Walter Taverna é presidente da associação amigos da memória do bixiga que fez o maior bolo de aniversario do mundo (para o aniversario de SP), a maior pizza do mundo, o maior sanduíche de metro do mundo. 
Criou e mantem o museu do Bixiga, e junto com Afredo Roperto (cantina Roperto) e Roberto Stippe (C Q Sabe), foram responsáveis pelo tombamento de todas as casas históricas do Bixiga em 2002.
Criada no Bairro do Bixiga em 1978 por Walter Taverna, a SODEPRO- Sociedade em Defesa e Progresso da Bela Vista – é uma sociedade sem fins lucrativos que luta pela preservação do patrimônio histórico arquitetônico, cultural do bairro da Bela Vista – Bixiga. É responsável pelas festas comunitárias: Bolo do Aniversário da Cidade de São Paulo, Maior Sanduíche e Pizza do mundo, Recuperação e uso da Casa de Dona Yayá, Concurso da Miss do Bixiga, entre outros. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário